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ÊNIO ANDRADE
O porto-alegrense Ênio
Vargas de Andrade, nascido em 31/01/1930, que já havia
vencido o campeonato brasileiro de 1979 e 1981 (dirigindo
Internacional e Grêmio, respectivamente), foi fundamental
para a conquista do título brasileiro. A experiência
e motivação que passou aos atletas acabaram fazendo
toda a diferença no final.

DESTAQUES:
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Chegando ao Coritiba,
a primeira instrução do treinador foi para o preparador
Odivonsir Frega: “Quero os atletas com preparo físico
para correrem por duas horas”. Frega se esmerou. Ainda
na primeira fase, os atletas puxavam um rolo compressor
de 200 kg, visando fortalecer a musculatura das pernas.
Nas fases finais, quando os jogadores se acostumaram
ao exercício, o time entrou em ascensão, mantendo
um ritmo forte nos 90 minutos de jogo. Interessante
lembrar que, na partida final, o Coritiba jogou por
2 horas (90 minutos + 30 de prorrogação).
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Nos treinamentos, Ênio
Andrade fazia o time reserva adotar a postura tática
do próximo adversário para poder esclarecer os titulares
quanto ao melhor posicionamento em campo.
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Depois da partida contra
o Atlético Mineiro, Éverton, atleta do Galo, resumiu:
“Os times do Ênio Andrade são assim mesmo: chatos.
Eles não deixam a gente respirar um minuto sequer.
A gente recebe a bola e, no mesmo instante, tem três
em cima brigando por ela de forma quase desesperada”.
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Quando o Coritiba desclassificou
o Atlético Mineiro na semifinal, o esperado era que
o elenco voltasse a Curitiba para, mais tarde, rumar
ao Rio de Janeiro. Ênio preferiu manter a equipe em
Belo Horizonte, longe da euforia da cidade, focando
a atenção dos atletas para a partida final.
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Desde que a segunda
fase iniciou, Ênio treinou insistentemente a cobrança
de penalidades máximas com os jogadores. Isto foi
primordial, pois na decisão final os jogadores mais
eficientes estavam selecionados e treinados para obter
êxito em suas cobranças.
OPÇÕES TÁTICAS
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O meio de campo titular
era formado por Almir, Marildo e Toby. Quando Ênio
queria deixar o time mais ofensivo, substituía Marildo
por um meia armador (geralmente Marco Aurélio, além
de Hélcio ou Paulinho).
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O time coritibano era
diferente da maioria dos times brasileiros, pois jogava
com dois volantes (Almir e Marildo), dois pontas ofensivos
(Lela e Édson) e um centroavante enfiado no meio dos
dois zagueiros adversários (Índio) . Isto deixava
a equipe mais segura na defesa e perigosa no contra-ataque.
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