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  CURIOSIDADES

CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DOS CLUBES PARTICIPANTES

            A “Taça de Ouro” (nome do campeonato brasileiro de 1985) foi disputada por 42 equipes. Nos grupos A e B, ficaram os vinte times com mais pontos no ranking da CBF (entre eles, o Coritiba).  Já nos grupos C e D, as equipes mais bem colocadas nos campeonatos regionais de 1984 (como campeão paranaense, o Pinheiros é o outro clube do estado a participar no torneio). 

FAVORITOS

Antes de iniciar o Campeonato, seis clubes dividiam a atenção e preferência dos analistas esportivos. Veja os destaques de cada uma destas equipes:

  • Corinthians: Carlos, Édson, Juninho, De León, Wladimir, Dunga, Biro-Biro, Casagrande, Zenon, Paulo César, Arthurzinho, Serginho e João Paulo.
  • Fluminense: Paulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes, Vica, Branco, Jandir, Leomir, Delei, Romerito, Assis, Washington e Tato.
  • Atlético Mineiro: João Leite, Nelinho, Luizinho, Paulo Isidoro, Elzo, Éverton, Sérgio Araújo, Reinaldo, Edivaldo e Éder.
  • Flamengo: Fillol, Jorginho, Leandro, Mozer, Andrade, Adílio, Tita, Bebeto, Robertinho e  Lico.
  • São Paulo: Oscar, Darío Pereyra, Nelsinho, Pita, Müller, Careca e Sidney.
  • Internacional: Gilmar, Luís Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão, Ademir, Ruben Paz e  Kita.

CAMISA SORTUDA (“JOGADEIRA”)

A camisa do uniforme número 2 do Coritiba (com faixas verticais) foi usada em oito partidas. Com ela, o Coritiba venceu cinco vezes, empatou duas e perdeu somente uma vez. A média foi de 1,50 pontos por jogo. Usando a camisa do uniforme número 1 (com duas faixas horizontais), o clube obteve sete vitórias, cinco empates e nove derrotas. Média de 0,90 pontos por jogo. Comprovando a “boa sorte” da camisa número 2 naquele ano, foi com ela que o clube venceu o Santos no último minuto; se classificou para a final contra o Atlético no Mineirão e, principalmente, enfrentou o Bangu na partida decisiva. Entre os jogadores, esta camisa era conhecida como “Jogadeira”.

PATROCÍNIO NA CAMISA

A empresa paranaense “Britânia”, de produtos eletrodomésticos, teve seu patrocínio estampado na camisa do Coritiba durante todo o torneio.

PONTOS FORTES DA EQUIPE

Rafael, com suas defesas milagrosas, tornou-se “São Rafael” depois da conquista. No meio, o menino Toby ditava o ritmo de jogo com dribles e passes insinuantes. E, na frente, os pontas Lela e Édson infernizavam as defesas adversárias com dribles e cruzamentos na medida. Taticamente, a equipe era muito perigosa quando jogava fora de casa ou o adversário buscava o gol. Segundo seu treinador, Ênio Andrade, as vitórias eram conquistadas na base da paciência, pois o time jogava atrás, esperando o adversário atacar para ganhar nos contra-ataques.

PONTOS FRACOS DA EQUIPE

A zaga demorou a se entrosar. Gardel, Caxias, Vavá, Gomes e Heraldo se alternaram como titulares, cometendo erros que somente eram corrigidos pelo goleiro Rafael. Na frente, Índio perdia muitos gols (ele ficou dezesseis rodadas seguidas sem marcar um gol sequer). Taticamente, a equipe não conseguia furar o bloqueio de times que jogavam na retranca, o que explica os resultados ruins na primeira fase quando jogava em seu estádio. Quando começou a disputar jogos contra times mais qualificados, que vinham para cima, os bons resultados em casa começaram a aparecer.  

REFORÇOS

Data

Atleta

Posição

Clube anterior

Passe (CR$)

03/01

Caxias

Zagueiro

Colorado PR

Não divulgado

10/01

Gil

Ponta-direita

Taubaté SP

Retorno de empréstimo

14/01

Mílton Cruz

Centroavante

Internacional RS

180 milhões

16/01

Vicente

Ponta-esquerda

Pato Branco PR

Não divulgado

17/01

Rafael

Goleiro

Atlético PR

130 milhões

18/01

Dida

Lateral

Colorado PR

200 milhões

18/01

Marildo

Volante

Colorado PR

100 milhões

19/01

Gardel

Zagueiro

Maringá PR

Retorno de empréstimo

23/01

Heraldo

Zagueiro

Sport PE

35 milhões

24/01

Zé Carlos

Lateral-Direita

Campinense PB

50 milhões

26/01

Paulinho

Meia-esquerda

Central PE

Não divulgado

20/02

Gomes

Zagueiro

Sport PE

Retorno de empréstimo

28/02

Almir

Volante

Portuguesa SP

50 milhões

 

ATAQUE ENTROSADO, DEFESA NEM TANTO

Curiosamente, todos os titulares do setor ofensivo (Marco Aurélio, Toby, Lela, Índio e Édson) já estavam no plantel em 1984. Dos titulares do setor defensivo, apenas dois deles (André e Vavá) estavam presentes. Os demais (Rafael, Gomes, Heraldo, Dida, Almir e Marildo) foram adquiridos no início do ano.

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